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História

Foi com o espírito de empreender, criar, desenvolver, que três irmãos descendentes de alemães reuniram forças para estabelecer um negócio. Era setembro de 1949, poucos anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando, no município de Guabiruba, os senhores Paulo, Érico e Alois Kohler fundaram uma pequena marcenaria, produzindo portas, janelas, forros e esquadrias em geral.

Os produtos eram vendidos para construção civil de toda região. Algum tempo depois, os mesmos montaram uma serraria, vendendo tábuas, planchões, caibros e demais materiais oriundos do corte da madeira. O negócio da madeira prosperava, conquistava a credibilidade do mercado. Mas ainda havia espaço para o espírito empreendedor e a visão dos fundadores. Assim, na década de 1970, em um pequeno “puxado” de pouco mais de 120 metros quadrados ao lado da marcenaria, nascia a Kohler Tinturaria.

Os recursos eram limitados – não havia nem um décimo da tecnologia atual disponível. O maquinário utilizado na época consistia de um abridor (cano sobre dois cavaletes na qual o rolo era transpassado e aberto manualmente; tacho (utilizado para o pré-alvejamento, na qual a malha ficava fervendo com soda e outros químicos por três horas); barca (feita de madeira na própria marcenaria); centrífuga (adquirida de sucata); secador (estufa feita de latão que possuía uma porta, na qual a malha era colocada sobre um carrinho e empurrada para dentro); calandra (pequena e artesanal); e uma pequena caldeira. A tinturaria começou com apenas um funcionário, que se revezava entre os diversos processos e atuava na marcenaria quando não havia demanda de trabalho. A produção não ultrapassava 400 kg diários. Uma história mostra bem a evolução porque passou o serviço de uma tinturaria.

Quando ocorria aumento da produção da cor branca (no qual o processo era mais rápido), a estufa não dava conta da demanda e, nos finais de semana, toda a malha que permanecia molhada era colocada em balaios e levada para a casa do funcionário, que a deixava exposta em varais e em cercas a fim de secar ao sol. A atuação no ramo têxtil ocorria paralelamente ao madeireiro, até então mais forte economicamente. Na região, a atividade têxtil e de confecção se desenvolvia. E, por volta dos anos 80, quando começaram a se firmar leis ambientais que restringiam a extração de recursos naturais, a madeireira passou a não ser mais o ramo forte da empresa. Gradualmente, foi crescendo o negócio da tinturaria.

A partir de 1995, o crescimento se acentuou. Houve um constante investimento em construções (ampliação física), compra de máquinas e estruturação organizacional que fez a Kohler ser mais competitiva no mercado e conhecida regionalmente. Hoje, a empresa ainda atua no ramo madeireiro, possuindo serraria e marcenaria. Já a tinturaria está literalmente a todo vapor. Possui maquinário de última geração, o que possibilita um bom acabamento de materiais têxteis.

Com uma capacidade de produção superior a 50 toneladas diárias e instalada em um parque fabril de mais de 12 mil metros quadrados, a Kohler Tinturaria é uma das maiores empresas do segmento na região, com clientes por todo o Brasil, concentrando suas operações comerciais nos estados de Santa Catarina e São Paulo.

O foco na qualidade em todos os processos de produção faz da Kohler referencia de bons serviços.

Empregando alta tecnologia, presta serviços nas áreas de tingimento, beneficiamento, tratamento nobres e estamparia rotativa nos mais diversos tipos de malhas.

Sempre pensando no futuro a Kohler investe diariamente para melhor atender seus clientes. Estruturada com o que há de mais moderno e tecnológico, a partir de 2011 começa a oferecer os serviços de ESTAMPARIA ROTATIVA, que tem como garantia a já conhecida marca de qualidade Kohler. Através de uma equipe especializada a Kohler traz para seus clientes estampas que seguem as tendências internacionais.

A estamparia está equipada com maquinas para até 8 cores, vaporizadeira para termofixação alem de mesa de amostra e modernas ramas para acabamento.

Para satisfazer as exigências do mercado e atenta às novidades, tendências e desejos dos clientes, a Kohler Tinturaria e Estamparia conta com tres laboratórios, sendo um para controle de qualidade e outros dois para desenvolvimento de novas cores. A empresa a partir de cores básicas ou pedidos específicos disponibiliza a seus clientes mais de 12 mil cores desenvolvidas no laboratório de colorimetria.

No parque fabril o processo é totalmente informatizado, desde o recebimento dos tecidos crus, passando pela produção até sua expedição.

Possui um sistema logístico que permite a coleta e despacho dos pedidos para qualquer lugar do Brasil, com frota própria para clientes regionais ou terceirizada para os clientes distantes.

A Kohler possui um moderno sistema online, onde disponibiliza todo o catalogo de cores e estampas para visualização. No mesmo sistema o cliente pode gerar programações, consultar lotes anteriores e saber em tempo real como estão seus pedidos na produção.

Saber usufruir da natureza sem deixar marcas é uma lição deixada pelos fundadores da Kohler, e é por isso que não para de investir em processos e equipamentos de gestão ambiental.

Conta com modernas estações de tratamento de afluentes e efluentes que tratam 100% dos resíduos industriais, respeitando todas as normas e padrões ambientais. Alem disso todo o lodo resultante do processo é seco e destinado a aterros especializados.

Um dos legados mais importantes da Kohler é a reserva florestal de mais de 8 milhoes de metros quadrados que a empresa possui, e que hoje integra o Parque Nacional Serra de Itajaí. Nela encontram-se preservadas espécies de madeiras nobres da Mata Atlantica como Canela preta, peroba, sassafraz, cedro entre outras, além de abundante fauna e inúmeras nascentes de aguas cristalinas.

É assim, com uniao, respeito ao meio ambiente, responsabilidade social, e acima de tudo muito trabalho que a Kohler tinturaria e estamparia se tornou uma das maiores empresas do segmento e tem uma visão de ser líder de qualidade e alcançar a satisfação total de seus clientes.

Venha fazer parte da nossa historia.

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Linha do Tempo

  • 1949
    Com uma pequena marcenaria nasce a Kohler & Cia Ltda
  • 1952
    Da direita para a esquerda Paulo Kohler, Evaldo Debatin, Alois Kohler e Hilmar Loschner em 1952, fazendo a sondagem do terreno.
  • 1954
    Início das atividades da Serraria
  • Casa e família do caseiro Adão Boos, responsável pela área da floresta onde se encontrava a serraria. Casa e família do caseiro Adão Boos, responsável pela área da floresta onde se encontrava a serraria.
    Casa e família do caseiro Adão Boos, responsável pela área da floresta onde se encontrava a serraria.
  • Ao fundo o primeiro caminhão da empresa (GM-1963) apelidado carinhosamente de
    Ao fundo o primeiro caminhão da empresa (GM-1963) apelidado carinhosamente de "Getúlio".
  • 1961
    Início das atividades da Malharia.
  • 1970
    Entrada em operação a Tinturaria.
  • 1971
    Serraria em 1971 e nas novas instalações no centro de Guabiruba em 1983 Serraria em 1971 e nas novas instalações no centro de Guabiruba em 1983
    Serraria em 1971 e nas novas instalações no centro de Guabiruba em 1983.
  • 1976
    Serraria é instalada no centro de Guabiruba.
  • 1983
    Instalações da Kohler Tinturaria na nova área (separada da marcenaia) após a grande enchente de 1983 Instalações da Kohler Tinturaria na nova área (separada da marcenaia) após a grande enchente de 1983 Instalações da Kohler Tinturaria na nova área (separada da marcenaia) após a grande enchente de 1983
    Instalações da Kohler Tinturaria na nova área (separada da marcenaia) após a grande enchente de 1983.
  • 1983
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    Vista aérea da Kohler & Cia
  • 1984
    Foco cada vez maior no segmento de Tinturaria.
  • 1992
    Inauguração de uma pequena usina hidrelétrica na serra.
  • 1995
    Constante investimento em ampliação física com compra de máquinas e estrutura organizacional, resultando em um crescimento acentuado.
  • 1997
    Vista aérea da Kohler & Cia
    Vista aérea da Kohler & Cia
  • 2002
    Vista aérea da Kohler & Cia
    Vista aérea da Kohler & Cia
  • 2004
    A reserva florestal da Kohler entra oficialmente no Parque Nacional Serra do Itajaí.
  • 2007
    Vista aérea da Kohler & Cia
    Vista aérea da Kohler & Cia
  • 2010
    Transferência da serraria para Pomerânia
  • 2011
    Kohler & Cia integra a Estamparia Rotativa aos seus serviços
  • 2012
    Início dos trabalhos na filial Pomerânia
    Início dos trabalhos na filial Pomerânia
  • 2013
    Vista aérea da Kohler & Cia
    Vista aérea da Kohler & Cia

Curiosidades

  • Enchente de 1983

    Não só alegria faz parte dos 58 anos de história da Kohler. Em uma época difícil de muito sacrifício e trabalho, chuva e destruição também deixaram suas marcas.

    Era sexta-feira, dia 16 de dezembro de 1983. Após dias de chuva intensa, aconteceu o que ninguém esperava: ao findar do dia, veio a enxurrada.

    A força da água causou estragos que ainda não saíram da memória dos colaboradores Herbert e Inocêncio Kohler. Eles recordam o rastro de destruição que encontraram no sábado pela manhã, quando foram ver o que sobrou da marcenaria. Entre portões e janelas arrancadas e parede caída, ficaram os motores e os equipamentos molhados, além de muita lama.

    Uma grande quantidade de madeira gradeada a espera de ser manufaturada havia sido levada pelas águas. O prejuízo financeiro foi alto. As marcas das águas passadas ainda podem ser vistas na marcenaria. Em alguns pontos, é possível ver a altura em que chegou a inundação. Uma anotação em um caibro registra a data e o nível da água naquele ponto: mais de um metro e meio.

    "Ficamos mais de um mês trabalhando para limpar e arrumar tudo. A madeira que restou teve que ser toda limpa e gradeada novamente. Quanto aos motores, foram abertos e utilizamos a estufa da tinturaria para secá-los", lembra Herbert. A tinturaria e a serraria, que já estavam em funcionamento em suas novas instalações no outro lado do rio também sofreram grandes danos.

    O diretor Sérgio Kohler recorda que no depósito de malha crua o portão foi levado pelas águas e junto com ele a maior parte da malha. Já a malha que estava tingida ficou molhada e boa parte coberta por lama, tendo que ser recuperada. Os dois caminhões que a empresa possuía para o transporte de madeira foram cobertos pela água até a altura do pára-brisa.

    Pelos relatos de quem viu de perto, os prejuízos foram grandes nos três ramos de atividade da Kohler & Cia. Mas o espírito de luta e dedicação foi exaltado e com muito trabalho e perseverança a empresa prosseguiu seu caminho de sucesso.

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  • Marcenaria: auge nas décadas de 50 e 60

    A marcenaria que hoje produz esquadrias de madeira já foi uma requisitada fábrica de móveis. Dormitórios, cozinhas, mesas, jogos para sala de jantar e estar e também mobiliário para escritórios eram cuidadosamente produzidos na Kohler. O auge foi nas décadas de 50 e 60. Os móveis dividiam espaço com as esquadrias, que aos poucos foram predominando.

    Muitas casas, principalmente de moradores mais antigos, ainda são mobiliadas com produtos da marcenaria. Pode-se citar como exemplo, o confessionário, a mesa do altar, a cruz e todos os bancos da Igreja Matriz de Guabiruba, que foram produzidos pela marcenaria da Kohler.

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  • Explosão da caldeira

    A história da Kohler & Cia não foi construída apenas com vitórias e alegrias, mas também superando grandes adversidades. Em 17 de outubro de 1979, uma sexta-feira aparentemente normal, um acontecimento marcou para sempre a memória dos vizinhos e das pessoas que na Kohler trabalhava: a explosão da caldeira.

    Era uma caldeira pequena, na vertical, lembra o Sr. Matias Kohler, um dos diretores da empresa e que operava o equipamento no momento do acidente. Ele teve seu corpo completamente atingido pela água quente, sendo arremessado a cerca de 5 metros de distância.

    Entre os demais funcionários atingidos estava Heriberto Gums, com um estilhaço na perna. Matias permaneceu internado por 28 dias e após mais dois meses de recuperação retornou suas atividades na empresa.

    A explosão ocorreu em uma época em que era praticamente inexistente a tecnologia de controle e segurança em caldeiras. Hoje, a situação é outra. Felizmente, não houve vítimas fatais e a partir daquele acidente pavoroso a Kohler passou por uma completa reconstrução, pois embora houvesse medo de novos acidentes, era preciso continuar.

    A partir da década de 1990, em um acelerado ritmo de crescimento, a Kohler investiu cada vez mais em novos equipamentos e hoje se orgulha de possuir caldeiras com tecnologia de última geração e totalmente automatizadas, reduzindo a possibilidade de uma possível explosão, zelando pela qualidade e segurança do que é um dos mais importantes meios de sucesso de uma empresa: seus colaboradores.

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  • Vinte e cinco contos de réis

    Vinte e cinco contos de réis...

    ...esse foi o investimento que cada sócio-fundador desprendeu para começar um negócio próprio, uma marcenaria.

    Era final dos anos de 1940. Tempos difíceis, de recursos limitados. Mas a vontade de trabalhar e progredir vencia qualquer obstáculo. E foi assim, batalhando todos os dias, que os irmãos Paulo, Érico e Alois construíram uma vida a partir da madeira.

    O cheiro inconfundível da madeira sendo talhada ainda faz parte da vida da família. A poucos metros da moderna tinturaria, com suas máquinas e equipamentos de alta tecnologia, muitos importados da Europa, continua em pleno forma a marcenaria.

    Produz aberturas (portas e janelas), forro, assoalho e demais madeiramentos empregados na construção civil. Com seis funcionários, a marcenaria fabrica sob medida, atendendo a necessidade específica de cada cliente com a já conhecida qualidade Kohler.

    Outro ramo da companhia, a serraria, já não fica mais em meio à mata – hoje reserva de grande valor ambiental. Eucaliptos, pinus e outras madeiras de reflorestamento viram tábuas sob os olhos atentos do pioneiro Alois Kohler (foto abaixo). Ele acompanhou toda a evolução. Viu, em meados da década de 1970, já localizada no Centro de Guabiruba, a serraria receber uma nova serrafita. Hoje aos 92 anos, Alois continua firme e forte trabalhando diariamente na serraria, sua eterna paixão.

    Em 2005, a serra-fita foi automatizada. É o uso da tecnologia para agilizar e aumentar a produção, com total aprovação de Alois. A serraria conta atualmente com 13 funcionários, abastece a marcenaria e ainda o mercado local. Mais do que negócios que geram empregos e renda, a serraria e a marcenaria são marcos históricos do progresso de uma família incansável na busca pelo desenvolvimento.

    O desejo dos pioneiros, de ver as novas gerações unidas em torno da continuidade das atividades fundadas há tantos anos, vai se concretizando.

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